Ofereço-te a minha sensatez e concedo-te o meu desatino.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Correr atrás

E como foi que a gente se escolheu
Nos encontramos e nada foi igual
Na nossa vida nada se perdeu
Esse sonho vai se tornar real

No meio dessa confusão
A gente se perdeu de vista
Você encarou toda a multidão
Para me ver dançar na pista

Meu amor, tudo é tão normal
Você aqui comigo nesse sonho lindo
Sempre pareceu ser natural
Não quero mais viver aquele meu castigo

Me desculpe se já te magoei
Não ligue, você sabe como eu sou
Lembra o quanto eu te perdoei?
Mas tudo o que há de ruim já passou

Na nossa vida a gente aprende
Que o nosso destino somos nós que fazemos
Sonhos sempre na frente
A prioridade que sempre temos

Ser quem somos é o principal
Realizar nossas vontades é o essencial
Por que não correr atrás?
Para assim conseguirmos ser feliz?


L.Z.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu aprendi

Eu aprendi a ser mais feliz
Eu aprendi a amar e a perdoar
Eu aprendi, agora eu sei viver
Eu aprendi a falar e a calar

Nem tudo na vida é assim
Temos que errar e não mais repetir
Os mesmos erros; pra quê essa mania
De dizer que não tem jeito
Que nunca vai conseguir?

Nunca é tarde pra mudar
Não perca tempo e vá fazer o bem
Elimine e vá fazer o bem
Elimine os pensamentos
Que vão te fazer fracassar

No momento em que você conseguir
Agradeça, não deixe de persistir
Vá em frente! Seus sonhos precisam de você
Eles só podem ser mantidos por você

Aprenda a olhar ao seu redor
Há pessoas que precisam de você
Sua família e seus amigos
Estarão sempre contigo
Eles dependem de você!


L.Z.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pense e reflita bem

"Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advém efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém, portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem."
(Epicuro - Carta sobre a felicidade)

O ser humano é mesmo uma caixinha de surpresas.
E refletindo as palavras do filósofo, temos que saber escolher. Temos que saber aprender com os sofrimentos e, assim, amadurecer. Há males que vem para o bem, sim. Só nos resta sabedoria para separar as coisas boas que as situações ruins trazem para nós. Basta ao ser humano discernimento para que a humanidade vá, enfim, para frente. Caso contrário, as pessoas serão cada vez mais tristes e mais revoltadas pois só saberão enxergar as piores coisas dos sofrimentos, e absorvendo somente coisas ruins, a pessoa também se tornará ruim. É aí que gera a violência, a guerra...
Isso é um pedido de paz. Por favor, eu quero paz!



L.Z.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Escolhas

Hoje eu vim contar uma história pra vocês.

Brasil, Espírito Santo, Vitória. Alicia tinha 15 anos e sua vida estava mudando da água para o vinho. Seus pais se separaram, e agora estava se mudando com a sua mãe para Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Mesmo contra a sua vontade, ela decidiu morar com a mãe porque não conseguiria viver sem a sua avó materna, pessoa que Alicia amava muito.
O que era para ser um verdadeiro sonho acabou se transformando em um desastre. Três meses antes da mudança foi a festa de 15 anos de Alicia. Estava tudo planejado, todos os convidados confirmados, a festa toda quitada e toda do jeito que Alicia sempre quis, e dois dias antes da festa acontecer, sua mãe descobre que seu pai tem uma amante. Pronto, a casa veio abaixo. A mãe de Alicia expulsou seu pai de casa e ficou um clima muito pesado entre os dois que, no fim das contas, seu pai só apresentou-se com Alicia em sua festa e foi logo embora. Apesar da presença de seus amigos, toda essa confusão foi muito dolorosa para Alicia e a festa não foi nem um pouco legal para ela.
Então agora, depois de seus pais acertarem a separação, ela estava mudando de estado para começar uma vida nova. Sua mãe recebeu uma oferta de emprego em Porto Alegre, com melhor salário, e precisou se mudar.
Um novo ano, um novo colégio, uma nova casa, um novo lugar. Alicia queria uma vida nova, queria poder respirar ar puro e se livrar de todo e qualquer problema. No primeiro dia de aula na escola nova, ela sentiu uma falta enorme dos seus amigos. Quis poder voltar para Vitória e matar as saudades de todos, mas infelizmente isso não seria possível. Se não fosse pela sua avó, Alicia teria ficado lá. O problema é que nem seu pai, nem sua mãe se importavam muito com ela. Sua avó era a única que realmente tinha cuidado com ela. Sua avó e seus amigos de Vitória.
Alicia estava começando o primeiro ano do ensino médio na escola nova, triste por lembrar da sua antiga escola, de todos os seus amigos e da bagunça que fazia com eles. Ao chegar na escola, não se aproximou de ninguém. Ela percebeu que os alunos pareciam se conhecer. Havia alguns que pareciam ser novos também, mas não demorou para que se enturmassem. Com Alicia foi diferente. Ela não se aproximou de ninguém e ninguém se aproximou dela. Ela pensou que talvez a tristeza estivesse estampada em seu rosto, mas também não estava num bom dia para fazer novos amigos.
Dia monótono e chato. Olhando as árvores enquanto caminhava para casa, Alicia sentiu saudades de tudo de Vitória. Ela queria o ar, o sol, o calor, a chuva, sua vida, tudo de volta! Foi nessa hora que ela percebeu o erro que cometeu ao resolver ir para Porto Alegre com a sua mãe. Ela poderia ter ficado em sua cidade e estar morando só com a sua avó, o que seria perfeito. Mas o mal de Alicia é que ela se preocupava muito se magoaria sua mãe, porque apesar de tudo, a amava muito.
O grande mal de Alicia sempre foi se importar muito com os outros. E quando se tratava de pessoas que ela realmente amava, não pensava duas vezes em satisfazer os desejos da pessoa.


L.Z.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Razão ou emoção?

Meus pensamentos não conseguem mais se encaixarem. A minha mente não obedece mais aos meus comandos. Estou completamente confusa.
Será que eu devo seguir mesmo os meus sonhos por mais loucos que sejam? Ou será que devo ter meus pés totalmente no chão e seguir por um caminho “mais seguro”?
Eu choro quando eu penso nisso. Eu choro por admitir a minha indecisão. Não queria passar por isso, mas Deus escolheu-me. Então isso significa que sou capaz de escolher e escolher certo!
Mas me desespero em pensar que será uma decisão para o resto da vida. É o meu futuro que está em jogo. Seguir o que está em meu coração ou o que eu e o mundo idealizaram em minha mente?
Neste tempo, a razão esteve mais forte que a emoção em mim. Mas ultimamente tenho procurado seguir mais o meu coração, os meus sonhos. E tem sido bom porque eu me sinto bem, apesar de todas as complicações.
Só peço em minhas orações para que Deus ajude-me a escolher certo. Tenho medo de mais tarde me arrepender da decisão que eu tomar, seja ela qual for.
Eu sinto que posso perder tempo se fizer a escolha errada. Perder tempo sem seguir o meu coração.
As pessoas dizem: “Vá atrás dos seus sonhos! Você é nova! Nunca desista do que você quer!” Porém o problema é que uma decisão que pode parecer a mais simples, pode mudar a minha vida inteira. A vida é feita de riscos.


L.Z.

sábado, 28 de agosto de 2010

Devaneios do coração

Tudo parece uma quimera: sonhos que não se tornam realidade, sonhos que só nós sonhamos, sonhos que estão guardados, quiçá tatuados em nosso interior.
Esses sonhos nos consomem tomando grande parte de nosso tempo. Eles preenchem a nossa mente de ideais, de ficção. Eles criam expectativas em nosso coração. Eles nos fascinam, nos iludem. Nos fazem sorrir, nos destrói. Os sonhos são feitos para nos fazer viajar, fugir da realidade. Então nós idealizamos nossos sonhos como perfeitos.
Sonhar é muito bom, concordo e admito que sonho bastante. Mas o mais importante de tudo é sempre manter os pés no chão. Em qualquer sonho que você tiver dentro de você,  nunca vá até as nuvens e fique por lá. Volte à Terra e continue vivendo a sua realidade.
Já aqueles sonhos em que a pessoa amada faz um lindo par romântico com você, com direito a trilha sonora e tudo mais pode não fazer muito bem. A questão problemática disso é exatamente o fato de que esse sonho não se torne realidade. E isso acontece na grande maioria dos casos em que esse sonho é somente de uma pessoa, ou seja, um amor platônico.
Nosso coração é como uma criança teimosa. Por mais que a gente não queira se apaixonar, ele vai lá e faz o favor de se iludir. A verdade é que a gente pode enganar a nossa mente, mas o coração não é enganado jamais. Por isso que eu insisto em bater nesta mesma tecla: mantenha seus pés no chão.
Sonhe, bastante até. Mas acredite em mim, não se deixe iludir pelo que dizem. Analise você mesmo cada situação, cada palavra dita, cada atitude das pessoas ao redor. Tire suas próprias conclusões e tome suas próprias decisões.


L.Z.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Polêmica "educação"

Educação. A palavra mais frequente nos discursos políticos, nas promessas feitas por eles. E eu já não aguento mais ouvi-la, pois só falam, e eu não a vejo. Cadê a educação, a verdadeira educação?
Atualmente, eu vejo que os governantes criaram um modelo de educação no qual ela é feita através de bolsas. Eles acham que inventar mil e uma bolsas diferentes para a população baixa renda é suficiente para que a educação seja feita neste país. Tudo bem então, se uma Bolsa Escola é suficiente para se ter a educação, por que as escolas públicas estão cheias de violência? Por que os professores estão subordinados aos alunos que os ameaçam? Por que o nível da escola pública no Brasil ainda é baixíssimo? Por que o aluno de escola pública tem que ter cota nas universidades?
Exatamente por esta última questão que os políticos se contradizem. A cota para alunos de escola pública é um claro disfarce na falta da educação. Pois é, eles pensam que enganam a quem?
Por isso, reflita bastante antes de votar. Saiba votar, tenha consciência. E procure não se arrepender de seu voto.

Isso é só.


L.Z.
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