A verdade é que quando você tem planos, idealiza milhões e milhões de coisas, cria situações na sua cabeça e até decora as falas como se tivesse certeza de que tudo aquilo realmente vai acontecer e fica contando as horas, os minutos, os segundos e até os milissegundos... No banho fica calculando qual o tempo do percurso e o trajeto pra chegar mais rápido naquele encontro com os seus amigos porque tem que chegar em casa e “ajeitar algumas coisas”. No metrô pensa naquela planilha que seu chefe tá te enchendo o saco pra terminar. Quando chega em casa, ao invés de “ajeitar as coisas” fica no celular, abrindo todas aquelas 452 mensagens do whastapp (onde 409 são de grupos) e as outras 27 do facebook (onde 25 são convites pra jogos e daqueles eventos das pessoas de sempre que você nunca vai). Aí se distrai e pensa 'ah, deixa pra depois, amanhã eu arrumo isso'. E assim vai.
Começa dia, termina dia, você nunca consegue terminar os afazeres porque tá sempre pensando no depois. Espera aí. Será que tem algo de errado nisso? ‘Ah não! Isso é coisa de brasileiro! Todo mundo deixa tudo pra depois’, você pode dizer. E o dia de hoje, como vai? O que você fez hoje (sem ser pensar no amanhã)?
Muita preocupação no depois que acaba se esquecendo de viver o hoje. Talvez isso seja preocupante porque a cabeça não para de trabalhar e assim não coloca nenhum daqueles planos em prática.
Vamos lá, vamos andar. Nada de correr. Essa ansiedade toda não permite “deixar o tempo agir”. Isso é perigoso, porque tudo pode dar errado exatamente pelo motivo de ter sido feito “às pressas”.
Esse raciocínio é uma lição de moral pra mim mesma que, não satisfeita em pensar quase que 24 horas no futuro, quero fazer tudo ao mesmo tempo, pensar em tudo ao mesmo tempo e ainda reclamo com as pessoas porque nem sempre conseguem me acompanhar nessa vida louca.
Pois precisamos de tempo. Sem o hoje não se tem o amanhã.
(Um minuto de silêncio. Momento de reflexão.)
Começa dia, termina dia, você nunca consegue terminar os afazeres porque tá sempre pensando no depois. Espera aí. Será que tem algo de errado nisso? ‘Ah não! Isso é coisa de brasileiro! Todo mundo deixa tudo pra depois’, você pode dizer. E o dia de hoje, como vai? O que você fez hoje (sem ser pensar no amanhã)?
Muita preocupação no depois que acaba se esquecendo de viver o hoje. Talvez isso seja preocupante porque a cabeça não para de trabalhar e assim não coloca nenhum daqueles planos em prática.
Vamos lá, vamos andar. Nada de correr. Essa ansiedade toda não permite “deixar o tempo agir”. Isso é perigoso, porque tudo pode dar errado exatamente pelo motivo de ter sido feito “às pressas”.
Esse raciocínio é uma lição de moral pra mim mesma que, não satisfeita em pensar quase que 24 horas no futuro, quero fazer tudo ao mesmo tempo, pensar em tudo ao mesmo tempo e ainda reclamo com as pessoas porque nem sempre conseguem me acompanhar nessa vida louca.
Pois precisamos de tempo. Sem o hoje não se tem o amanhã.
(Um minuto de silêncio. Momento de reflexão.)