"Mais uma noite em claro, noite nebulosa, noite essa que esconde mistérios e sonhos. Vamos deixar os sonhos de lado e fantasiar mistérios que podem e são verdadeiros paradoxos. O que a noite nos esconde? O dia é claro, azul, feliz... Já a noite é cinzenta, nebulosa, triste... Se camuflar em plena luz do sol é quase que impossível, coisa que ao cair da noite se torna fácil como roubar doce de criança, e é aí que os mistérios gostam de aparecer e camuflar-se para deixar nossos corações acelerados.
Gato escondido com rabo de fora, assim mesmo que o mistério vive, esconde-se, mas deixa algo a mostra transparecendo assim algumas formas de medo. Assusto-me a todo instante da noite, quando distraído estou, vejo o rabo do mistério de fora, porém o principal os olhos humanos não são capazes de ver, olhar até são mas ver é impossível. É possível sentir o mistério e não poder vê-lo, será sempre assim, ele não é bobo de se deixar à mostra, estragar toda a graça que só ele tem, que é deixar com medo até as pessoas mais corajosas.
De tantos mistérios que se escondem os que mais me assustam são os que eu mesmo invento ou que realmente estão no meu subconsciente falando baixinho em meus ouvidos as histórias que não podem ser representadas e reveladas. Por isso o nome, mistério.
Sala escura, apenas a luz do monitor, janela aberta vento frio que vem e que passa, cachorros latindo, carros passando, barulhos avulsos e coisas estalando. Isso pode colocar medo em muita gente, mas não em mim, que escrevo pro tempo passar e pra realmente tentar esquecer os mistérios."
Allan Sommer