Escrevo palavras soltas. Escrevo ideias confusas. Escrevo para mim. Escrevo para ninguém. Escrevo nada. Escrevo tudo. Escrevo para desabafar. Escrevo para chorar. Escrevo para me libertar. Escrevo para sorrir. Escrevo para mostrar quem realmente sou. Os motivos pelos quais eu escrevo são infinitos, mas se eu escrevo é porque me faz bem. Escrevo para me distrair, para me divertir. Escrevo para focar a minha mente em um único assunto. Faço isso porque o meu pensamento vaga por diferentes lugares e em diferentes pessoas ao mesmo tempo. Meu poder de concentração não é dos melhores. Mas se escrevo, tudo muda. Eu me dedico à escrita tanto quanto eu tento ter atenção com meus cálculos. Sim, meu cérebro se divide entre números e letras e isso simplesmente me fascina. Para completar, ambos soam em mim como música. Eu escrevo também para cantar. Canto também para me libertar. Canto por prazer, canto porque amo. Por mais louco que pareça, eu sou feliz assim. Eu só esqueci de citar o amor. Na verdade eu não esqueci, porque se letras, números e músicas me fazem feliz, eu os amo. E na vida não pode faltar amor. Amar é essencial. Amar é principal. Amar é racional e irracional simultaneamente. Amar é vital. Nenhum ser humano vive sem amor. Arrisco-me a dizer que nenhum ser vivo vive sem amor, pois até os animais e as plantas necessitam ser amados. Amar é ajudar. Amar é cuidar. Eu escrevo, eu canto, eu amo. Eu escrevo para loucos como eu.
quinta-feira, 31 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Luis Fernando Veríssimo
Faz uns dias que me deparei com este texto do Luis Fernando Veríssimo. Achei muito interessante e resolvi compartilhar com vocês.
A Praia
Chegou o verão e com ele também chegam os pedágios, os congestionamentos na estrada, os bichos geográficos no pé e a empregada cobrando hora-extra.
Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Ki-suco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis.
Mas o principal, o ponto alto do verão é... a praia! Ah, como é bela a praia!
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias.
Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças?
Ah, que gracinha!
Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.
As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo.
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar um poço pra fincar o cabo do guarda-sol.
É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar
em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar!
Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo.
Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa.
A gente abre esteira velha, com cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros puxa um ronco bacaninha.
E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.
O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde o creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa de praia oferece.
Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.
O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.
Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte,
faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical...
Qualquer semelhança com a vida real, é uma mera coincidência..
Luis Fernando Veríssimo
Pura verdade!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Inesperado
O inesperado faz parte da minha vida
Porque tudo acaba sendo assim
Só que agora eu me sinto num beco sem saída
Em uma estrada que não tem mais fim
Eu sei que tudo, um dia, acaba
Mas de você eu esperava mais
Agora esse romance ficou na vontade
Você é importante demais
Toda essa distância só fez aumentar
A saudade e o que eu sinto por você
E sempre que me dá vontade de chorar
Recordo-me dos nossos momentos e fico querendo te ver
O meu forte orgulho não me deixa confessar
Por isso estou aqui, covardemente, escrevendo
Eu quero cantar pra você
Deixe-me mais uma vez te amar
Seu sorriso me dá forças para viver
Não percebeu que ando mais fraca?
Os seus olhos dão cor e alegria à minha vida
Não se pergunta por que eu acho tudo sem graça?
A sua voz é como música para os meus ouvidos
Não se deu conta de que eu não pronuncio uma palavra?
Você ainda acha que eu não sinto a sua falta?
Você ainda pensa que eu não mereço você de volta?
L. Z.
Assinar:
Comentários (Atom)