Ofereço-te a minha sensatez e concedo-te o meu desatino.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Escolhas

Hoje eu vim contar uma história pra vocês.

Brasil, Espírito Santo, Vitória. Alicia tinha 15 anos e sua vida estava mudando da água para o vinho. Seus pais se separaram, e agora estava se mudando com a sua mãe para Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Mesmo contra a sua vontade, ela decidiu morar com a mãe porque não conseguiria viver sem a sua avó materna, pessoa que Alicia amava muito.
O que era para ser um verdadeiro sonho acabou se transformando em um desastre. Três meses antes da mudança foi a festa de 15 anos de Alicia. Estava tudo planejado, todos os convidados confirmados, a festa toda quitada e toda do jeito que Alicia sempre quis, e dois dias antes da festa acontecer, sua mãe descobre que seu pai tem uma amante. Pronto, a casa veio abaixo. A mãe de Alicia expulsou seu pai de casa e ficou um clima muito pesado entre os dois que, no fim das contas, seu pai só apresentou-se com Alicia em sua festa e foi logo embora. Apesar da presença de seus amigos, toda essa confusão foi muito dolorosa para Alicia e a festa não foi nem um pouco legal para ela.
Então agora, depois de seus pais acertarem a separação, ela estava mudando de estado para começar uma vida nova. Sua mãe recebeu uma oferta de emprego em Porto Alegre, com melhor salário, e precisou se mudar.
Um novo ano, um novo colégio, uma nova casa, um novo lugar. Alicia queria uma vida nova, queria poder respirar ar puro e se livrar de todo e qualquer problema. No primeiro dia de aula na escola nova, ela sentiu uma falta enorme dos seus amigos. Quis poder voltar para Vitória e matar as saudades de todos, mas infelizmente isso não seria possível. Se não fosse pela sua avó, Alicia teria ficado lá. O problema é que nem seu pai, nem sua mãe se importavam muito com ela. Sua avó era a única que realmente tinha cuidado com ela. Sua avó e seus amigos de Vitória.
Alicia estava começando o primeiro ano do ensino médio na escola nova, triste por lembrar da sua antiga escola, de todos os seus amigos e da bagunça que fazia com eles. Ao chegar na escola, não se aproximou de ninguém. Ela percebeu que os alunos pareciam se conhecer. Havia alguns que pareciam ser novos também, mas não demorou para que se enturmassem. Com Alicia foi diferente. Ela não se aproximou de ninguém e ninguém se aproximou dela. Ela pensou que talvez a tristeza estivesse estampada em seu rosto, mas também não estava num bom dia para fazer novos amigos.
Dia monótono e chato. Olhando as árvores enquanto caminhava para casa, Alicia sentiu saudades de tudo de Vitória. Ela queria o ar, o sol, o calor, a chuva, sua vida, tudo de volta! Foi nessa hora que ela percebeu o erro que cometeu ao resolver ir para Porto Alegre com a sua mãe. Ela poderia ter ficado em sua cidade e estar morando só com a sua avó, o que seria perfeito. Mas o mal de Alicia é que ela se preocupava muito se magoaria sua mãe, porque apesar de tudo, a amava muito.
O grande mal de Alicia sempre foi se importar muito com os outros. E quando se tratava de pessoas que ela realmente amava, não pensava duas vezes em satisfazer os desejos da pessoa.


L.Z.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Razão ou emoção?

Meus pensamentos não conseguem mais se encaixarem. A minha mente não obedece mais aos meus comandos. Estou completamente confusa.
Será que eu devo seguir mesmo os meus sonhos por mais loucos que sejam? Ou será que devo ter meus pés totalmente no chão e seguir por um caminho “mais seguro”?
Eu choro quando eu penso nisso. Eu choro por admitir a minha indecisão. Não queria passar por isso, mas Deus escolheu-me. Então isso significa que sou capaz de escolher e escolher certo!
Mas me desespero em pensar que será uma decisão para o resto da vida. É o meu futuro que está em jogo. Seguir o que está em meu coração ou o que eu e o mundo idealizaram em minha mente?
Neste tempo, a razão esteve mais forte que a emoção em mim. Mas ultimamente tenho procurado seguir mais o meu coração, os meus sonhos. E tem sido bom porque eu me sinto bem, apesar de todas as complicações.
Só peço em minhas orações para que Deus ajude-me a escolher certo. Tenho medo de mais tarde me arrepender da decisão que eu tomar, seja ela qual for.
Eu sinto que posso perder tempo se fizer a escolha errada. Perder tempo sem seguir o meu coração.
As pessoas dizem: “Vá atrás dos seus sonhos! Você é nova! Nunca desista do que você quer!” Porém o problema é que uma decisão que pode parecer a mais simples, pode mudar a minha vida inteira. A vida é feita de riscos.


L.Z.
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